Em um cenário financeiro em rápida transformação, entender como a tokenização impulsona inclusão passa a ser indispensável para investidores de todos os perfis.
A tokenização converte ativos tradicionais, como imóveis, ações ou recebíveis, em tokens digitais negociáveis em uma rede distribuída.
Ao utilizar tecnologia blockchain ou DLT, esse processo permite o fracionamento em unidades menores e mais acessíveis, reduzindo burocracias e custos.
Como resultado, barreiras de entrada são eliminadas e pequenos investidores ganham espaço em mercados antes restritos a grandes players.
Na União Europeia, iniciativas como o DLT Pilot Regime e MiCA já demonstram o potencial da negociação tokenizada de instrumentos financeiros em larga escala.
Os principais motores que impulsionam a democratização via ativos digitais podem ser sumarizados em:
Empresas que tokenizam recebíveis relatam cortes superiores a 60% em despesas operacionais, comprovando eficiência e rapidez.
Nos últimos anos, o Brasil avançou em normas que equilibram inovação e proteção ao investidor, criando um ambiente mais seguro para ativos digitais.
Apesar dos avanços, ainda não há marco específico para tokenização no mercado de capitais. Um Grupo de Trabalho conjunto entre Bacen e CVM analisa o uso de smart contracts como substitutos de intermediários convencionais.
Embora a tecnologia evolua rapidamente, a regulação ainda corre para acompanhar inovações e garantir segurança jurídica aos participantes.
Propostas em discussão incluem reconhecer blockchain para escrituração formal e criar categorias específicas para ofertas tokenizadas no mercado de capitais.
Plataformas brasileiras, como a BlockBR, oferecem infraestrutura regulada para emissão e negociação de tokens lastreados em ativos reais ou financeiros, demonstrando aplicação prática e escalabilidade.
No Brasil, casos de redução de custos operacionais superiores a 60% em transações tokenizadas já são realidade em setores como recebíveis e imobiliário.
O lançamento do Drex, o real digital, e a crescente adoção de Web 3.0 indicam um futuro próximo em que ativos digitais e computação quântica se unirão para criar mercados globais instantâneos e seguros.
Estima-se que stablecoins mantidas com reserva 1:1 em moeda ou títulos públicos tragam maior estabilidade e confiança, atraindo um público diversificado e reduzindo a volatilidade típica de criptomoedas sem lastro.
Os ativos digitais, por meio da tokenização, fazem do investimento uma realidade ao alcance de todos, fracionando, barateando e otimizando processos antes inacessíveis ao pequeno investidor.
Com a regulamentação brasileira avançando de forma equilibrada, o país se posiciona como referência na harmonização entre inovação e proteção, abrindo caminho para uma inclusão financeira sem precedentes.
Referências