Em um cenário de constantes mudanças fiscais, encontrar clareza pode parecer um desafio intransponível. No entanto, com informação correta e estratégias bem definidas, você pode transformar o imposto de renda em uma ferramenta de planejamento financeiro, reduzindo custos e aproveitando benefícios.
A Lei nº 15.270/2025, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, traz isenção de IRPF para salários de até R$ 5.000 mensais (renda anual até R$ 60.000). Para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350, há desconto parcial na base de cálculo para reduzir o imposto.
Para as rendas mais elevadas, foi instituído o IRPF Mínimo com alíquotas progressivas. Quem aufere acima de R$ 600.000 por ano passa a calcular uma alíquota efetiva mínima na declaração, chegando a 10% sobre a renda total quando o ganho anual supera R$ 1,2 milhão. Nessa base, rendimentos até então isentos, como dividendos e aplicações financeiras, passam a ser considerados no cálculo.
Adicionalmente, dividendos mensais acima de R$ 50.000 serão tributados em 10%. Os lucros acumulados até 2025 permanecem isentos se distribuídos até 31/12/2025, com prazo final de pagamento em 2028 – após isso, haverá tributação conforme as novas regras.
A atualização da tabela de IRRF para 2026 considera o rendimento após desconto de INSS, dependentes (R$ 18.959 por dependente) e o desconto simplificado, caso seja mais vantajoso. O sistema da Receita Federal escolhe automaticamente a melhor opção.
Por exemplo, com R$ 5.500 brutos, aplica-se o desconto do INSS, dedução por dependentes e, se for vantajoso, o desconto simplificado. O imposto devido fica em torno de R$ 628,75 após a fórmula de isenção.
Escolher entre o modelo simplificado e o completo pode reduzir substancialmente o imposto ou aumentar a restituição. Entenda qual é o ideal para o seu perfil:
Se optar pela declaração simplificada, siga estas etapas para garantir rapidez e segurança:
Para micro e pequenas empresas, o Simples Nacional continua sendo uma opção atraente, unificando tributos e reduzindo burocracia, embora nem sempre seja o mais barato. Já no Lucro Presumido e no Lucro Real, a avaliação deve considerar o pró-labore (isenção até R$ 5.000) e a possibilidade de usar juros sobre capital próprio para otimizar a carga.
Planejamento é a chave para aproveitar cada benefício e evitar surpresas. Veja algumas recomendações essenciais:
Com as novas regras do IRPF para 2026, é possível transformar o imposto em um instrumento de gestão financeira. O conhecimento e o planejamento antecipado trazem segurança e evitam perdas.”
Sigam estas orientações, mantenham-se atualizados e transformem o imposto de renda em aliado no seu crescimento pessoal e profissional. Boa declaração!
Referências