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O Guia Essencial para Investir no Tesouro Direto

O Guia Essencial para Investir no Tesouro Direto

21/01/2026 - 19:38
Felipe Moraes
O Guia Essencial para Investir no Tesouro Direto

O Tesouro Direto se tornou uma das principais portas de entrada para quem busca segurança em renda fixa e performance robusta. Em 2025, o programa encerrou o ano com mais de 3,4 milhões de investidores ativos e um estoque superior a R$ 213 bilhões em títulos públicos. Esses números refletem a crescente confiança do público em títulos federais, especialmente em um cenário de volatilidade global e incertezas econômicas.

Introdução ao Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que permite à pessoa física comprar títulos públicos pela internet. O objetivo principal é financiar o governo federal a custos mais baixos do que outras formas de captação.

Além de oferecer garantia do Tesouro Nacional, esses títulos apresentam liquidez diária e aplicações acessíveis. Com aportes iniciais a partir de R$ 30 (ou R$ 1 no novo Tesouro Reserva), qualquer investidor pode começar a construir patrimônio.

Como começar a investir

Antes de efetuar a primeira compra, é necessário realizar o cadastro em uma instituição financeira habilitada. Corretoras e bancos oferecem plataformas integradas para negociação, muitas vezes sem cobrança de taxa de custódia.

Para investir, siga o passo a passo:

  • Abrir conta em corretora ou banco credenciado.
  • Realizar cadastro no site do Tesouro Direto.
  • Transferir recursos via Pix ou TED.
  • Escolher o título adequado aos seus objetivos.

Com menos de 15 minutos, é possível concluir todo o processo e acessar o ambiente de compra e venda de forma online.

Tipos de títulos e rentabilidades

Atualmente, o Tesouro Direto conta com três modalidades principais: Selic, Prefixado e IPCA+. Cada uma atende a diferentes perfis e horizonte de investimento.

Esses títulos oferecem desde segurança diária (Selic) até proteção contra a inflação (IPCA+), passando por opções com juros prefixados.

Novidades de 2026

Em março de 2026, foi lançado o Tesouro Reserva, um título inovador que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana no ambiente de negociação. Com vencimento em três anos, ele permite resgate imediato sem deságio ou marcação a mercado.

O valor unitário é de R$ 10, com aplicações fracionadas a partir de R$ 1 e liquidação instantânea via Pix. Essa iniciativa visa ampliar acesso para pequenos investidores e democratizar o investimento por meio de smartphones.

Além disso, o Plano Anual de Financiamento (PAF 2026) promoveu ajustes nos prazos dos títulos prefixados, substituindo vencimentos de curto prazo por opções mais longas, o que tende a melhorar a previsibilidade das emissões.

Riscos e estratégias de investimento

Cada título apresenta características específicas de volatilidade e sensibilidade a juros. A marcação a mercado ajusta diariamente o preço, o que pode gerar ganhos ou perdas antes do vencimento.

  • Para curto prazo: prefira Tesouro Selic, com liquidez diária.
  • Para médio prazo: combine Prefixados e IPCA+ com juros semestrais.
  • Para longo prazo: foque em IPCA+ de vencimentos distantes para potencializar ganhos reais.

Projeta-se que, caso juros reais caiam de 7% para 5%, exemplares de IPCA+ ofereceriam retorno potencial de até 191,2% no vencimento de 2035.

Comparações com outras aplicações

Em comparação a CDBs e poupança, o Tesouro Direto não depende de cobertura pelo FGC, pois é garantido pelo Tesouro Nacional sem limite de valor. No entanto, CDBs podem oferecer liquidez imediata e isenção de IR em alguns casos.

A título de exemplo:

  • Poupança: rendimento fixo de 0,5% + TR.
  • CDB Pós-fixado: até 120% do CDI, protegido pelo FGC.
  • Tesouro IPCA+: inflação + até 8% ao ano.

Dicas práticas para otimizar seus retornos

Para extrair o máximo do Tesouro Direto, considere:

  • Reinvestir cupons semestrais de títulos prefixados.
  • Utilizar a plataforma 24x7 do Tesouro Reserva em horários alternativos.
  • Monitorar indicadores macroeconômicos para identificar janelas de compra.
  • Avaliar periodicamente o portfólio e ajustar conforme ciclos de juros.

Com disciplina e planejamento, é possível construir uma carteira diversificada e robusta, capaz de resistir a oscilações e gerar resultados consistentes.

Felipe Moraes

Sobre o Autor: Felipe Moraes

Felipe Moraes