O Tesouro Direto se tornou uma das principais portas de entrada para quem busca segurança em renda fixa e performance robusta. Em 2025, o programa encerrou o ano com mais de 3,4 milhões de investidores ativos e um estoque superior a R$ 213 bilhões em títulos públicos. Esses números refletem a crescente confiança do público em títulos federais, especialmente em um cenário de volatilidade global e incertezas econômicas.
O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que permite à pessoa física comprar títulos públicos pela internet. O objetivo principal é financiar o governo federal a custos mais baixos do que outras formas de captação.
Além de oferecer garantia do Tesouro Nacional, esses títulos apresentam liquidez diária e aplicações acessíveis. Com aportes iniciais a partir de R$ 30 (ou R$ 1 no novo Tesouro Reserva), qualquer investidor pode começar a construir patrimônio.
Antes de efetuar a primeira compra, é necessário realizar o cadastro em uma instituição financeira habilitada. Corretoras e bancos oferecem plataformas integradas para negociação, muitas vezes sem cobrança de taxa de custódia.
Para investir, siga o passo a passo:
Com menos de 15 minutos, é possível concluir todo o processo e acessar o ambiente de compra e venda de forma online.
Atualmente, o Tesouro Direto conta com três modalidades principais: Selic, Prefixado e IPCA+. Cada uma atende a diferentes perfis e horizonte de investimento.
Esses títulos oferecem desde segurança diária (Selic) até proteção contra a inflação (IPCA+), passando por opções com juros prefixados.
Em março de 2026, foi lançado o Tesouro Reserva, um título inovador que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana no ambiente de negociação. Com vencimento em três anos, ele permite resgate imediato sem deságio ou marcação a mercado.
O valor unitário é de R$ 10, com aplicações fracionadas a partir de R$ 1 e liquidação instantânea via Pix. Essa iniciativa visa ampliar acesso para pequenos investidores e democratizar o investimento por meio de smartphones.
Além disso, o Plano Anual de Financiamento (PAF 2026) promoveu ajustes nos prazos dos títulos prefixados, substituindo vencimentos de curto prazo por opções mais longas, o que tende a melhorar a previsibilidade das emissões.
Cada título apresenta características específicas de volatilidade e sensibilidade a juros. A marcação a mercado ajusta diariamente o preço, o que pode gerar ganhos ou perdas antes do vencimento.
Projeta-se que, caso juros reais caiam de 7% para 5%, exemplares de IPCA+ ofereceriam retorno potencial de até 191,2% no vencimento de 2035.
Em comparação a CDBs e poupança, o Tesouro Direto não depende de cobertura pelo FGC, pois é garantido pelo Tesouro Nacional sem limite de valor. No entanto, CDBs podem oferecer liquidez imediata e isenção de IR em alguns casos.
A título de exemplo:
Para extrair o máximo do Tesouro Direto, considere:
Com disciplina e planejamento, é possível construir uma carteira diversificada e robusta, capaz de resistir a oscilações e gerar resultados consistentes.
Referências